A creatina é mundialmente famosa nas academias por ajudar no ganho de força muscular. Mas o que pouca gente sabe é que o cérebro é um dos órgãos que mais consome energia no corpo, e ele também depende da creatina para funcionar bem.
Recentemente, a ciência voltou seus olhos para o uso da creatina na saúde cognitiva, especialmente em doenças como o Alzheimer.
O problema energético no Alzheimer
No cérebro de um paciente com Alzheimer ou declínio cognitivo, ocorre uma “crise de energia”. Os neurônios têm dificuldade em metabolizar a glicose, seu principal combustível. Sem energia, eles não conseguem se comunicar e acabam morrendo.
Como a creatina ajuda?
A creatina funciona como uma bateria reserva. Ela ajuda a reciclar o ATP (a moeda de energia da célula) de forma rápida.
- Proteção Neuronal: Ao melhorar a disponibilidade de energia, a creatina pode ajudar os neurônios a sobreviverem ao estresse oxidativo.
- Preservação da Massa Muscular: Pacientes com demência tendem a perder massa muscular (sarcopenia), o que aumenta o risco de quedas. A creatina ajuda a manter a força física, essencial para a autonomia.
Embora não seja a cura, a suplementação de creatina monohidratada, quando orientada por um médico, apresenta-se como uma estratégia segura, barata e promissora para auxiliar na manutenção da saúde cerebral e física de idosos.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Davi Bravo Huguinim Légora
Neurologista
RQE 99960 | CRMSP 230015