Quando pensamos em Parkinson, a imagem clássica é o tremor nas mãos. No entanto, o tremor é apenas a “ponta do iceberg”. Quando ele aparece, estima-se que o paciente já tenha perdido uma quantidade significativa de neurônios produtores de dopamina.
A doença começa muito antes, com sintomas “invisíveis” e não motores que muitas vezes são ignorados ou confundidos com o envelhecimento natural. Reconhecê-los é a chave para o diagnóstico precoce.
Fique atento a estes sinais:
- Perda do Olfato (Hiposmia): Dificuldade em sentir cheiros de alimentos ou perfumes. Pode surgir anos antes dos sintomas motores.
- Constipação Intestinal (Prisão de Ventre): O intestino fica lento de forma crônica e sem explicação aparente.
- Distúrbios do Sono: Como mencionado no texto anterior, agir durante os sonhos ou ter um sono muito fragmentado.
- Micrografia: A letra da pessoa começa a ficar pequena e “espremida” ao escrever.
- Depressão e Apatia: Mudanças de humor sem motivo aparente.
- Voz Baixa: A pessoa começa a falar num tom mais baixo ou monótono.
Se você ou um familiar apresenta uma combinação desses sintomas, a avaliação neurológica é fundamental. Embora o Parkinson ainda não tenha cura, o tratamento precoce é essencial para preservar a qualidade de vida e a funcionalidade por muito mais tempo.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Davi Bravo Huguinim Légora
Neurologista
RQE 99960 | CRMSP 230015